As juventudes hoje e seus desafios de futuro: trabalho, participação e educação

A Secretária Geral Ibero-americana participou no VIII Foro Ibero-americano “Fazendo Política Juntos. As juventudes hoje e seus desafios de futuro: trabalho, participação e educação”.

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A SEGIB, a Liga Ibero-americana de Organizações da Sociedade Civil e a Fundação Esplaí coorganizamos o VIII Foro Ibero-americano “Fazendo Política Juntos. As juventudes hoje e seus desafios de futuro: trabalho, participação e educação” com o propósito de gerar espaços de diálogo para a incidência nas políticas públicas da região Ibero-americana, assim como para dar visibilidade a programas, projetos, experiências e políticas de êxito.

Entre os objetivos do foro, definimos o que é seguir aprofundando no olhar intergeracional na Ibero-América sobre o tema central da juventude, colocando o foco no trabalho, na participação e na educação.

Assim, o foro foi abordado desde o diálogo com personalidades da política, a cultura, a educação, os direitos humanos e grupos de interesse, e contribuirá à visibilidade da sociedade civil organizada como um ator chave.

Durante a sessão de inauguração do dia de hoje, a secretária geral Ibero-americana, Rebeca Grynspan, realizou uma intervenção através da qual destacou a importância da Agenda 2030, e enfatizou que um dos grandes desafios que temos perante a Agenda é que as comunidades de prática estão separadas, cada uma comprometida, mas enfocada ao seu objetivo principal, e é fundamental que “independentemente da nossa janela de entrada, entremos ao mesmo lugar” e tenhamos “coerência de políticas” para que cada uma delas responda a um todo e não só a um dos pilares do desenvolvimento sustentável.

Além disso, acrescentou que neste tema “os jovens têm muito a aportar” entendendo a “integralidade dos temas nos que trabalhamos” e “a multi e transdisciplinaridade” que é o que nos ajuda a ver o todo.

Igualmente, destacou a oportunidade que representa para a Ibero-América que a Agenda dos ODS contemple objetivos universais, não só enfocados a países em desenvolvimento, posto que, como região “podemos construir uma agenda que nos é comum, independentemente da diversidade dos países que a conformam”.

Por sua parte, recordou que nossa região tem “o maior grupo de jovens entre os 15 e os 21 anos”, sendo uma população jovem, e oferecendo uma oportunidade aos países de abrir os espaços para a participação, inserção e aproveitamento do talento e ideias dos jovens.

Ainda assim, fez um chamamento à reflexão conjunta sobre se a democracia é só um dado ou é uma conquista, dado que considera que “esse diálogo deveria se dar” posto que “não se trata só de fazer a sociedade para os jovens, senão de integrar os diferentes grupos”.

Finalmente, recordou que “75% da juventude Ibero-americana tem 3 anos a mais de educação que os seus pais” sendo os jovens mais educados que a região tenha tido alguma vez e constituindo uma oportunidade, ao ser uma nova cidadania mais exigente e menos tolerante com a corrupção e a desigualdade.

O vídeo completo da sua intervenção pode ser visto aqui:

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