Comemoramos o Dia internacional da mulher com o colóquio ‘Agora é o Momento: Mulheres na Cena Ibero-americana’

No marco do Dia Internacional da Mulher, e com o fim de reiterar o compromisso da região ibero-americana pela igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres, a Secretaria-Geral Ibero-americana e a Academia das Artes e das Ciências cinematográficas da Espanha organizamos, no passado 6 de março, o colóquio ‘Agora é o Momento: Mulheres na Cena Ibero-americana‘.

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secretária-geral ibero-americana, Rebeca Grynspan, e o diretor geral da Academia das Artes e das Ciências cinematográficas da Espanha, Joan Álvarez, inauguraram a jornada na que foi projetado o curta documentário ‘Luchadoras’, de Benet Román, uma aproximação à realidade atual das mulheres mexicanas no âmbito rural e urbano.

“Estou convencida de que a luta das mulheres requer reconhecer sua capacidade, seu aporte e poder transformador da realidade (…) as mulheres não necessitam tutela senão empoderamento”, expressou a secretária Grynspan na abertura, acrescentando que “para mudar a realidade há que mudar nossa percepção. E o cinema é percepção, imaginário, narrativa e explicação do que acontece” ao reconhecer o aporte da grande tela à luta pela igualdade.

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Após a projeção do curta mexicano, seguiu um colóquio com as diretoras e roteiristas. Ángeles González-Sinde e Patricia Ferreira; Elena Villardel, secretária técnica do Programa Ibermedia; a produtora María Luisa Gutiérrez; e María José Magaña Clemente, presidente de Mulheres nas Áreas Audiovisuais. Moderado por Marina Díaz López, técnica de Cinema e Audiovisual no Departamento de Cultura do Instituto Cervantes, no colóquio foram abordados os temas da invisibilidade das mulheres e as brechas da desigualdade no âmbito da cultura.

“A desigualdade de oportunidades nos une a todas as mulheres na arte e na cultura. O teto não é de vidro, senão de concreto”, reflexionou Maria José Magaña.

Por sua parte, Patricia Ferreira expressou o quanto é “aterrador se lançar a um mercado no qual sabemos que valoram-nos menos. No cinema também há machismo, assédio, brecha salarial e inclusive violência”, acrescentou.

Para Ángeles Gonzalez-Sinde o cinema, como a sociedade “funciona melhor quanto mais diverso em gêneros, públicos e oportunidades oferece para os criadores e criadoras”, ao que Elena Vilardell acrescentou que ainda que haja avanços para a mulher na indústria, “ainda há muito caminho por recorrer”. Dos 679 projetos selecionados pelo Ibermedia entre 1998 e 2015, só 152 projetos tinham produtoras ou diretoras.

O ato terminou com a exibição do filme documentário de David Baute, ‘Ella(S)’, retrato da poeta, dramaturga, novelista e atriz espanhola Mercedes Pinto, uma pioneira nos direitos humanos da mulher.

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