A igualdade de gênero não é uma luta solitária, é uma luta coletiva

No Encontro “Mulheres na economia do conhecimento e da inovação”, a secretária-geral ibero-americana, Rebeca Grynspan, refletiu sobre o papel da mulher e a importância da luta coletiva pela igualdade.

RG-MECIMX

O tema do gênero “não é uma luta solitária, é uma luta coletiva. Podemos fazer as mudanças de maneira muita mais rápida do que estão acontecendo” declarou Rebeca Grynspan, secretária-geral ibero-americana, no Encontro “Mulheres na economia do conhecimento e da inovação” que teve lugar em Mérida, México, nos passados dias 25 e 26 de janeiro.

A Secretária acrescentou ainda que “a luta pela igualdade envolve mais do que a mudança geográfica da mulher da cozinha para o escritório; é de paradigma, de cuidar a ser cuidada. É necessário mudar o espaço econômico e das empresas, é necessário falar de uma mudança de paradigma nas relações da sociedade”.

Assim, explicou que uma certa parte do trabalho informal das mulheres se dá pela falta de flexibilidade para poderem conciliar a vida familiar com a profissional, e é só esse espaço de baixa produtividade que muitas mulheres podem ocupar. Apesar disso, “as mulheres são o mercado emergente mais importante do mundo, mas o seu trabalho ainda continua a ser invisível para as empresas em âmbitos profissionais e de direção”.

Durante o evento referiu ainda que “as mulheres não são vulneráveis… os seus direitos são vulnerados”, e em consequência saudou a iniciativa da Secretaria das Relações Exteriores (SRE) por convocar o fórum, no quadro do centésimo aniversário do primeiro congresso feminista que teve lugar na cidade de Mérida.

“No âmbito político, a desigualdade manifesta-se no fato de que apenas 12% dos cargos de Prefeitos da América Latina são ocupados por mulheres” e acrescentou também que “só no caso de se reduzirem as disparidades salariais entre homens e mulheres poderá haver uma redução da pobreza”.

 

Veja todos os assuntos